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Falsos advogados aplicam golpe de R$ 17 mil via WhatsApp em Patrocínio; PM alerta população

Criminosos se passaram por advogada e representante do Ministério Público, usaram documentos reais e acesso remoto ao celular da vítima para realizar transferência via PIX. Entenda como o golpe funcionou e como se proteger.


📅 Data: 28/04/2026

💸 Prejuízo: R$ 17.000,00

📍 Local: Patrocínio/MG


Como o golpe começou

No dia 28 de abril de 2026, a Polícia Militar de Patrocínio registrou mais um caso de estelionato praticado por meio de fraude eletrônica. O prejuízo à vítima foi de R$ 17.000,00, transferidos sem autorização via PIX.

O contato foi iniciado pelo aplicativo WhatsApp. Os criminosos se apresentaram como uma advogada e um suposto representante do Ministério Público, utilizando a fotografia real de uma profissional da área jurídica para dar credibilidade à abordagem. Mais do que isso: os autores demonstravam conhecimento de informações verídicas sobre um processo judicial da própria vítima, além de apresentarem documentos aparentemente legítimos — o que tornou a fraude altamente convincente.

A armadilha: liberação de valores judiciais

No decorrer da conversa, os golpistas informaram à vítima sobre uma suposta liberação de valores oriundos de uma ação judicial em seu favor. Para “concluir o processo”, orientaram a vítima a compartilhar a tela do celular e, em seguida, a permitir acesso remoto ao dispositivo — prática cada vez mais comum nos golpes digitais modernos.

Com o acesso remoto em mãos, os criminosos agiram rapidamente: realizaram movimentação financeira sem qualquer autorização da vítima, transferindo R$ 17.000,00 via PIX para a conta de um terceiro.

A fraude somente foi percebida quando a vítima acessou o aplicativo bancário e constatou a transação indevida. Ela se deslocou imediatamente à instituição financeira e, em seguida, à Polícia Militar para registro da ocorrência.

Por que esse golpe é tão perigoso

O que torna esse tipo de estelionato especialmente difícil de identificar é o nível de detalhamento e personalização utilizado pelos criminosos. Eles não abordam as vítimas de forma genérica — ao contrário, chegam à conversa com dados reais: nome completo, informações processuais, documentos e até fotografias de profissionais legítimos. Essa preparação minuciosa tem como objetivo único eliminar a desconfiança e fazer a vítima acreditar que está lidando com pessoas de confiança.

A Polícia Militar alerta: criminosos têm obtido essas informações por meio de vazamentos de dados, consultas a sistemas públicos e engenharia social — e o simples fato de alguém saber detalhes sobre sua vida ou seus processos não significa que aquela pessoa é quem diz ser.

Como se proteger: orientações da PM

A Polícia Militar orienta a população a adotar as seguintes medidas de segurança:

  • Nunca compartilhe a tela do celular com pessoas que entraram em contato por telefone ou mensagem, independentemente do motivo apresentado;
  • Nunca permita acesso remoto ao seu dispositivo durante contatos não solicitados por você;
  • Nunca informe senhas, códigos de verificação ou dados bancários por WhatsApp, telefone ou qualquer outro canal digital;
  • Desconfie mesmo quando o interlocutor demonstrar informações pessoais verdadeiras — dados reais são frequentemente utilizados para dar aparência de legitimidade ao golpe;
  • Em caso de dúvida, encerre o contato e ligue diretamente ao escritório ou órgão cujo nome foi utilizado, buscando o número oficial em fontes confiáveis;
  • Ao perceber qualquer movimentação bancária suspeita, acione imediatamente a instituição financeira e a Polícia Militar.

O que diz a lei

O crime de estelionato está previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro. Quando praticado por meio eletrônico ou com uso de fraude digital, as penas podem ser agravadas. A Polícia Militar reforça que a prevenção e o acionamento rápido das autoridades são fundamentais para coibir a ação criminosa e reduzir os prejuízos às vítimas.


🚔 Polícia Militar de Minas Gerais — 46º Batalhão | Patrocínio/MG
Emergências: 190 | Disque Denúncia: 181 — Sigilo garantido.


📌 Fonte: Agência Local de Comunicação Organizacional — 46º Batalhão de Polícia Militar | Patrocínio/MG | 28 de abril de 2026

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